quinta-feira, 19 de maio de 2011

Passos Coelho no Algarve

Os candidatos do PSD/Algarve receberam ontem o apoio expresso do líder do partido, Pedro Passos Coelho, que visitou a região, tendo jantado com mais de mil e duzentos apoiantes em Albufeira, incluindo os nove presidentes de câmara social democratas. Um jantar/comício onde deixou bem claro a necessidade da concretização do Hospital Central do Algarve, um desejo antigo dos algarvios.

A manhã começou com uma visita ao mercado de Quarteira, onde – e apesar da chuva intensa que ontem de manhã assolou o Algarve – Pedro Passos Coelho foi recebido por uma multidão de apoiantes do PSD. Mendes Bota, cabeça-de-lista do partido e os restantes candidatos do PSD acompanharam o líder do partido pelo mercado, contactando com os feirantes presentes, ouvindo os seus problemas e preocupações.

O destino seguinte foi Faro e a Santa Casa da Misericórdia local, onde Pedro Passos Coelho discursou e deixou vincada a necessidade do Estado ter uma atitude diferente para com estas instituições, permitindo o apoio a mais pessoas carenciadas. De manhã, a comitiva do PSD passou ainda pelo Refúgio Aboim Ascenção, onde conheceu a realidade desta instituição de emergência infantil, e onde o líder do PSD se comprometeu a criar uma rede nacional de apoio a crianças em situação de risco.

E se, ao almoço, em Castro Marim, Pedro Passos Coelho contactou a economia rural algarvia e a sua agricultura, à tarde, já em Portimão, e a bordo de uma embarcação ancorada no Rio Arade, o tema foi a economia do mar. Perante dezenas de pescadores, o líder do PSD criticou o Governo por desinvestir na agricultura e nas pescas. “Não sei se por achar que não dava muitos votos ou por desprezo por estas actividades”, frisou Passos Coelho. Considerando o novo regime contributivo para estes profissionais “extremamente desfavorável”, o líder do PSD comprometeu-se a “discutir com total transparência” a alteração da situação.

Tal como Mendes Bota tem vindo a criticar ao longo da pré-campanha, Pedro Passos Coelho considerou também “absolutamente inaceitável” a situação vivida por todos os que não conseguem licenciar os investimentos que querem fazer no Algarve. “Temos de simplificar”, defendeu, alertando no entanto para que tal não é sinónimo de “menos rigor”. “São projectos que estão nas gavetas da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional”, acrescentou Mendes Bota.

No jantar/comício realizado no Hotel Montechoro, em Albufeira, Mendes Bota fez a sala vibrar quando se referiu a José Sócrates como o “cangalheiro da nação”. O cabeça-de-lista do PSD Algarve comparou ainda o primeiro-ministro a um motorista de autocarro que já teve vários acidentes. “Entravam noutro autocarro com o mesmo condutor?”, questionou Mendes Bota, que apresentou a candidatura do Algarve à experiência-piloto de regionalização proposta por Passos Coelho..

O líder do PSD, cujo discurso encerrou o jantar/comício, defendeu a importância da concretização do projecto do Hospital Central do Algarve, “uma unidade fundamental para o Algarve e para o País”. O líder do PSD fez questão ainda de mostrar aos algarvios que não anda a “fazer arranjinhos de poder”. “Só serei primeiro-ministro se ganhar as eleições”, afirmou. “Ou José Sócrates ou eu. Quem quiser mudar Portugal sabe hoje em quem votar”, concluiu.

Fonte: Gabinete de Campanha Legislativas 2011 do PSD Algarve
Foto: Algarvephotopress / Global Imagens


sábado, 14 de maio de 2011

João Duque dá conferência em Lagoa - "Emprego no Algarve, Que solução?"


A Comissão Política Distrital do PSD / Algarve vai realizar uma conferência intitulada “Emprego no Algarve, Que solução?”, que irá ter lugar no próximo dia 17 de maio, pelas 21:30 horas, no Auditório Municipal de Lagoa.

O orador será João Duque, professor catedrático e presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG). Licenciou-se em Organização e Gestão de Empresas pelo ISEG, Universidade Técnica de Lisboa em 1984, obteve o grau de doutor em 1994 pela Manchester Business School com a tese "The Meaning of Implied Volatility in Pricing Stock Options Traded in Options Markets", e em 2009 tomou posse como Presidente do ISEG.

Para além das actividades académicas, João Luís Correia Duque também escreve a coluna Confusion de confusiones no Expresso, uma outra coluna para o Diário Económico e é um dos membros do painel permanente do programa Plano Inclinado no canal de televisão português SIC Notícias.

Na conferência irão estar presentes o presidente da Comissão Política de Secção de Lagoa, Joaquim Cabrita, o presidente da Comissão Política Distrital do PSD/Algarve, Luis Gomes, o secretário Geral dos TSD, Pedro Roque e o cabeça de lista dos candidatos a deputados pelo PSD do Algarve, Mendes Bota.

A razão do tema escolhido para esta conferência, baseia-se na grave situação em que o Algarve se encontrava (no último trimestre de 2010), a região do país onde o desemprego tinha a maior taxa (14,8%), "não podendo por isso o PSD deixar passar este período eleitoral, sem discutir este grave problema para os algarvios, e apontar soluções"

ESPAMOL pinta torre com Operação Lágrimas Negras



A pintura da base desta torre marcou o culminar da Operação Lágrimas Negras, o primeiro tema do Projeto Regional de Educação Ambiental pela Arte (PREAA), da Direção Regional de Educação do Algarve, que começou há dez anos.

A imagem que agora dá cor à torre de VTS pretende mostrar as consequências de uma maré negra no mar, se um petroleiro derramar acidentalmente matéria poluente, explicou o grafitter Bamby ao barlavento.online.

Na cerimónia que decorreu na tarde de ontem, participaram representantes das entidades que colaboraram no projeto e alunos das Escolas EB 2,3 e Secundárias do Algarve que, em conjunto com especialistas da arte de grafitti, decoraram a torre com imagens alusivas ao tema do projeto.

Para Helena Tapadinhas, coordenadora do programa PREAA, este projeto intitulado «Operação Lágrimas Negras» foi muito importante, pois conseguiu colocar «uma região inteira a pedir a diminuição do risco de uma maré negra no Algarve, através da colocação de Sistemas de Controlo de Tráfego Marítimo (VTS) e do afastamento dos corredores marítimos de navegação, de 5 para 20 milhas náuticas, ao largo do Cabo de S. Vicente».

É que este programa teve como objetivo principal, através do teatro, da música, da dança e da expressão plástica, sensibilizar a população algarvia, e os políticos em particular, para o elevado risco de uma maré negra no Algarve, como consequência direta do intenso tráfego marítimo de transporte de petróleo e seus derivados junto à costa, mais propriamente perto do Cabo de S. Vicente.

A «Operação Lágrimas Negras» envolveu, há 10 anos, professores e alunos de todo o Algarve, tendo as escolas realizado uma petição pública que foi entregue por Daniela Luz, aluna da Escola EB 2.3 Jacinto Correia, de Lagoa, como representante dos alunos do Algarve, ao presidente da Assembleia da Republica, em 5 de junho de 2000.

O resultado de todo este envolvimento materializou-se com a colocação de Sistemas de Controlo de Tráfego Marítimo (VTS) e o afastamento dos corredores marítimos de navegação, de 5 para 20 milhas náuticas, ao largo do Cabo de S. Vicente.

Para Luís Correia, diretor regional de Educação do Algarve, «a educação faz-se com a formação integral dos indivíduos, que também passa por ensinar e educar para outras causas», além das disciplinas normais.

O PREAA, segundo o diretor regional, tem sido um bom exemplo de que «a cidadania e ambiente são fundamentais para formar cidadãos mais conscientes».

Para que a Torre de VTS pudesse ser pintada pelos artistas do grafitti, a Direção Regional de Educação teve que pedir autorização à Marinha Portuguesa, responsável pela estrutura.

in Barlavento Online

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Sítio das Fontes tem novo Circuito de Manutenção

O circuito de manutenção do Sítio das Fontes, a primeira estrutura deste tipo criada no concelho de Lagoa em 1995, foi requalificado e a inauguração aconteceu no passado sábado, 26 de Junho.

O Sítio das Fontes passou assim a dispor de uma renovada estrutura dedicada à prática de actividades físicas informais, num local privilegiado de contacto com a Natureza.

O novo circuito de manutenção resulta do trabalho conjunto entre os técnicos do Sítio das Fontes – parque municipal e dos SDM – Serviços Desportivos Municipais, apresentado agora uma imagem renovada e moderna.

Foram criadas novas estações e aparelhos de exercícios e a sua extensão é agora de 1.256 metros.

No novo percurso, a segurança dos praticantes é uma prioridade, estando o traçado do circuito integralmente concebido dentro do perímetro vedado, com os locais de desnível mais acentuado transpostos por passadiços de madeira sobrelevevados com reduzida inclinação.

A inauguração contou com a presença do chefe de gabinete do presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Joaquim Cabrita, dos três técnicos superiores responsáveis pelo projeto, José Vieira e Helder Romão (Sítio das Fontes) e de João Carmo (SDM).
Destaque para a animada presença de 70 alunos das Classes +55 Projecto VIVA+ e respetivos monitores, que dinamizaram a primeira atividade oficial do novo circuito de manutenção do Sítio das Fontes.

In Barlavento.online.pt

PSD/ALGARVE: 10 RAZÕES PARA DISCORDAR DA INTRODUÇÃO DE PORTAGENS NA VIA DO INFANTE

Tal como anunciado previamente, o PSD/Algarve reuniu a noite passada a sua Comissão Política Distrital Alargada, com a participação de vários presidentes de câmaras do PSD e outros dirigentes convidados, para analisar a problemática da anunciada intenção governamental de introduzir portagens na Via do Infante. O debate foi profundo e prolongado, e a decisão sobre o posicionamento a tomar foi tomada por unanimidade.

No final, Mendes Bota, presidente do PSD/Algarve sintetizou as conclusões deste debate na seguinte declaração:

1- “O PSD/Algarve reitera a sua opinião consolidada desde 2004, de que a Via do Infante não pode ser considerada uma estrada de modelo de ”financiamento Scut”, pois tem uma natureza e uma génese diferente, e a esmagadora maioria do seu traçado foi construída muito antes da invenção desta fórmula, da autoria do Ministro das Obras Públicas de então, eng. João Cravinho, num governo presidido pelo eng. António Guterres. Tarda em ouvir-se este “mea culpa” por um dos erros políticos mais caros da história do nosso país;

2- A Via do Infante não reúne os requisitos técnicos para poder ser considerada uma auto-estrada, quer ao nível do separador central, quer da largura das faixas laterais, quer do pavimento perigoso em vários troços (situações de aquaplanning) quer por várias situações de inclinação contrária;

3- Esta estrada já foi baptizada cinco vezes ao longo da sua vida. De um dia para o outro, decisões administrativas rebaptizaram aquilo que começou por ser a Via Longitudinal do Algarve, depois passou a Via do Infante, posteriormente foi Itininerário Principal nº 1, num passe de mágica passou a Autoestrada nº 22 e agora transformou-se em SCUT. Mas a estrada foi sempre a mesma!...

4- A EN 125 não é, nem será, uma alternativa à Via do Infante. A Via do Infante é que foi construída como uma alternativa à EN 125. Foi esta que aliviou o trânsito de uma via claramente urbana, como é a EN 125, hoje ladeada por milhares de estabelecimentos comerciais, com todas as consequências que isso implica;

5- As obras de requalificação da EN 125 (redenominada de Algarve Litoral), que nem sequer arrancaram, não terão como efeito produzir uma alternativa à Via do Infante em termos de fluidez de tráfico. Está-se a falar de construir 84 rotundas, de reduzir a largura das faixas de rodagem existentes, de construir passeios e ciclovias, de obras de embelezamento, etc;

6- A Via do Infante é a única estrada longitudinal do Algarve, de características interurbanas, que liga uma ponta à outra da região. Forçar, por força do agravamento dos custos da circulação de pessoas e mercadorias, à utilização da “Rua 125”, provocará um congestionamento rodoviário, e significará um recuo de 25 anos no sistema de comunicações da região;

7- Ao optar por absorver os fundos comunitários e orçamentais na construção da Via do Infante, no início da década de noventa, o Algarve viu-se na altura impedido de fazer outros investimentos públicos, mas a obra ficou feita, e paga. Querer, quase duas décadas depois, introduzir portagens numa via desta natureza, é penalizar duplamente a região, os seus habitantes e, por via dos seus visitantes, as suas actividades económicas também;

8- O Algarve é uma região sui-generis: aqui, o princípio da equidade só se aplica para pagar. Quando se trata de receber, aplica-se ao Algarve o princípio da selectividade. Desde 2005 que não se faz no Algarve um único investimento público significativo, todos os grandes projectos estão congelados (do Hospital Central do Algarve, à renovação da rede ferroviária), e a Barragem de Odelouca foi construída com um empréstimo que os algarvios estão a pagar no preço da água que consomem, situação verdadeiramente inédita no País…

9- Impor portagens na Via do Infante tem um impacto muito negativo num sector económico vital para o país, como é o Turismo, no qual o Algarve é, de longe, a principal região geradora de receitas. As portagens significam uma perda de competitividade face à vizinha Andaluzia onde elas não existem. Na prática constituem mais um imposto que se abate sobre 5,5 milhões de pessoas que vêm ao Algarve e aqui circulam, e metade são estrangeiros. É o interesse nacional que está em causa, e esta questão não pode deixar de ser tida em conta;

10- O PSD/Algarve não discute sequer modalidades de isenção nem de pagamento, porque entende que a Via do Infante não pode ser à força considerada uma estrada de “modelo SCUT”. É nessa rede, a que o Algarve não pertence, que se devem aplicar os princípios da universalidade, da equidade e da transparência de critérios. Não se pode é considerar igual, aquilo que é desigual.

Por estas 10 razões, só para citar as mais relevantes, o PSD/Algarve junta a sua voz ao protesto das forças vivas da sociedade algarvia, na rejeição da intenção de introduzir portagens na Via do Infante.”

COMISSÃO POLÍTICA DISTRITAL DO PSD/ALGARVE